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O amor no cotidiano – paciência

A exortação apostólica Amoris Laetitia, escrita pelo Papa Francisco, traz palavras de conforto e ânimo para as famílias, de modo especial para enfrentar as situações adversas por elas enfrentadapapa e famíliass no momento atual de forte apelo ao consumo, ao egoísmo, ao imediatismo em contraposição aos valores perenes trazidos pelo Evangelho de Jesus Cristo.

Dentre tantas belas passagens, destacamos a exposição que o Papa faz sobre o hino da caridade, escrito por São Paulo, na Carta aos Coríntios, onde detalha cada uma das virtudes ali presentes.

«O amor é paciente,
o amor é prestável;
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita,
nem guarda ressentimento,
não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa,
tudo crê,
tudo espera,
tudo suporta» (1Cor 13, 4-7).

Hoje, destacaremos a primeira: Paciência

91. Uma pessoa mostra-se paciente, quando não se deixa levar pelos impulsos interiores e evita agredir. A paciência é uma qualidade do Deus da Aliança, que convida a imitá-Lo também na vida familiar. A paciência de Deus é exercício da misericórdia de Deus para com o pecador e manifesta o verdadeiro poder.
92. Ter paciência não é deixar que nos maltratem permanentemente, nem tolerar agressões físicas, ou permitir que nos tratem como objetos. O problema surge quando exigimos que as relações sejam idílicas, ou que as pessoas sejam perfeitas, ou quando nos colocamos no centro esperando que se cumpra unicamente a nossa vontade. Então tudo nos impacienta, tudo nos leva a reagir com agressividade. Se não cultivarmos a paciência, sempre acharemos desculpas para responder com ira, acabando por nos tornarmos pessoas que não sabem conviver, anti-sociais incapazes de dominar os impulsos, e a família tornar-se-á um campo de batalha. Por isso, a Palavra de Deus exorta-nos: «Toda a espécie de azedume, raiva, ira, gritaria e injúria desapareça de vós, juntamente com toda a maldade» (Ef 4, 31). Esta paciência reforça-se quando reconheço que o outro, assim como é, também tem direito a viver comigo nesta terra. Não importa se é um estorvo para mim, se altera os meus planos, se me molesta com o seu modo de ser ou com as suas ideias, se não é em tudo como eu esperava. O amor possui sempre um sentido de profunda compaixão, que leva a aceitar o outro como parte deste mundo, mesmo quando age de modo diferente daquilo que eu desejaria.

(Amoris Laetitia, 91-92)

Acesse o texto completo da Exortação clicando aqui.